Um casamento conveniente

Tessa Dare é um nome muito conhecido na categoria de romances de época, mas eu nunca havia lido nada dela até me deparar com a sinopse de “Um casamento conveniente” (Editora Gutenberg, tradução de A. C. Reis). Claro que a capa é linda e o título é sugestivo e padrão, mas foi a sinopse que me conquistou. Dá só uma olhada:

Com metade do rosto marcado e desfigurado pela guerra, não foi só a aparência do Duque de Ashbury que sofreu mudanças: a rejeição e o olhar de desprezo das pessoas mutilaram também o seu interior. E, já que precisa viver às sombras da sociedade, ele decide que passará seus dias perambulando por Londres durante a noite para assustar todos que cruzarem seu caminho.

Mas o tempo passa, e em posse de um grande título, o duque sabe que precisará cumprir o dever de conseguir um herdeiro para seu ducado. Para isso, só existe uma regra: encontrar uma mulher que aceite um casamento de conveniência, lhe dê um herdeiro e desapareça de sua vida.

Quando Emma Gladstone, uma costureira, aparece na casa de Ashbury para exigir o pagamento de uma dívida, ele vê ali uma grande oportunidade de acordo e lhe faz a proposta de casamento. Mas o duque deixa claro que, assim que Emma engravidar, ela deverá partir para o interior e sumir para sempre.

Ele precisa de um herdeiro. Ela precisa de um bom casamento. Os dois estão dispostos a tudo, desde que não envolva seus corações. Mas será que o amor cabe nas entrelinhas de um contrato?

Eu sou apaixonada por romances com a heroína com passado complexo, mas que lida com ele e com o herói incompreendido, de coração partido. Gente, esse romance parece que foi escrito pra mim! Comprei e li em e-book e já adicionei à lista que quero em formato físico para a minha coleção. Sou dessas!

“Um casamento conveniente” pode até parecer super padrão para um romance de época, mas foi perfeito eu ter começado a ler Tessa Dare com ele, porque já me apaixonei pelos personagens na sinopse, e a narrativa valeu para me engajar na escrita da autora. Porque, as vezes, a gente gosta muito dos personagens, da história, mas a narrativa deixa a desejar. Não foi o que aconteceu aqui.

Admito que fui ler com um certo medo porque, embora eu seja apaixonada por heróis incompreendidos, eu detesto aqueles machos alfa malas que são ranzinzas mas acham que isso é charme. Não é o caso aqui. E também não é o caso de uma mulher mudar um homem ou salvá-lo. “Um casamento conveniente” é uma história de uma mulher que passou por situações muito difíceis por escolhas que fez, mas que pega cada caquinho do seu coração todas as vezes que ele é quebrado. E sobre um homem que também sofreu demais e que entende que tem qualidades sim e que merece ser amado por elas (e por seus defeitos, afinal, todos temos).

Emma é uma protagonista encantadora que dá vontade de ser amiga, de proteger e de ir a todos os bailes com ela. E Ash … Ash tem um senso de humor ácido e me fez rir demais durante a leitura (além dos momentos que me deixou corada, porque sou dessas). E claro que é o início de uma série que terá outros livros protagonizados pelas amigas excêntricas e incríveis de Emma. Já quero todos na minha mesa agora!

“Um casamento conveniente” é sobre ver além da aparência, mas também entender o valor e o preço dela (pois são coisas diferentes). E é sobre generosidade além de valor monetário. Gente, esse livro é um romance de época que poderia ser adaptado para os dias de hoje porque, infelizmente, muita coisa ainda não mudou.

Ah, e as cenas picantes são de-li-ci-o-sas! Tessa Dare, né, mores?

Leiam! Já me animei com a autora e agradeço demais ao desapego da minha amiga Luly Trigo, que doou seis livros da Tessa pra mim. Esperem mais resenhas num futuro quase próximo.

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