Uma Noite com Grace Kelly

Quando os livros de Lucy Holliday chegaram aqui na Redação do Cheiro de Livro e decidimos dividir quem leria o que fui direto pegar “Uma Noite Com Grace Kelly” pelo simples motivo de adorar a história da atriz de Hollywood que virou princesa em Mônaco. Não sabia nada sobre o que ia ler e me diverti a cada página.

Dividir os livros pode não ter sido a melhor das ideias, uma vez que se trata de uma trilogia, mas isso também me deu a oportunidade de dizer que o livro se sustenta sozinho. “ Uma Noite com Grace Kelly” (tradução de Thalita Uba) é o ultimo livro da série e mostra Libby uma ex-atriz atual designer de joias que tem um sofá mágico. Confesso que essa não é um plot muito sedutor e mesmo assim vale ler.

Libby é uma protagonista com um senso de humor bem inglês – que adoro – e vitima de situações desastrosos que nem sempre são sua culpa. O livro é uma grande comédia romântica à la Bridget Jones ou uma boa sessão da tarde. Libby é apaixonada por seu amigo de infância Olly e, como ele tem uma namorada, ela revolve tentar seguir em frente em busca de sua felicidade. Tudo isso é intremeado por visitas mágicas de Grace Kelly. A atriz hollywoodiana surge do sofá de Libby e lhe dá conselhos e a faz pensar em sua vida amorosa.

Há elementos que me incomodam no desenrolar do livro: a vida profissional de Libby começa como algo importante e que dá orgulho para a protagonista e, meio que do nada, é deixada de lado em razão de sua vida amorosa. Nada irrita mais a feminista que vive em mim do que essas soluções em que a vida profissional da mulher é algo menor e que precisa ser tirada do caminho para o que realmente importa acontecer, e o que importa é o amor de um homem e a construção de uma família. Enquanto esse tipo de raciocínio continuar nas nossas histórias não teremos a possibilidade de caminhar em direção a algum tipo de igualdade de gêneros.

Voltando a história do livro, Libby é cercada por divertido personagens, com destaque para Bogdan, um amigo gay e moldavo, que nos dá os momentos de cumplicidade entre amigos, cheio de confissões que são tão necessários em livros como esse. Holliday faz um desses livros que se lê em uma sentada, que diverte a cada página e que me deu um momento de descanso, uma momento de leveza na leitura. Agora quero pegar os outros dois livros para ler.

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Um comentário sobre “Uma Noite com Grace Kelly

  1. Oi Carol! Eu também li a trilogia e entendo sua frustração nesse quesito da Libby abrir um pouco mão lado profissional para o amoroso. Mas eu não senti tanto isso. Vai ver porque eu li os três livros e pude acompanhar um pouco melhor o desdobramento dela até o último livro. E isso faz com eu não concorde também com a ideia de que ele se sustenta sozinho. É possível ler só ele, sim. Mas se perde muito sobre a relação da mãe e da irmã dela, até mesmo do pai, que por incrível que pareça, estão muito melhor no terceiro livro. Talvez a autora pudesse ter focado mais na questão da carreira da Libby do que nos romances e como essas três atrizes poderiam ajudar ela – apesar de que no primeiro livro Audrey é fundamental para mudança de carreira da Libby. Mas, de fato, o livro é muito engraçado. Eu confesso que chorei em algumas partes, porque comprei bastante a personalidade criada pela autora para a personagem e senti bastante empatia.
    beijos

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