Filme Livros Resenhas

Amor, Sublime Amor (1961)

Sempre que vou escrever sobre musicais alerto que faço parte da metade da população que gosta de musicais. Cresci assistindo, meu filme preferido é “A Noviça Rebelde“, sou dessas que tem playlist dedicadas apenas ao gênero. Dito tudo isso “Amor, Sublime Amor” não é um dos que gosto. Assisti em algum momento da vida e só fui revisita-lo agora depois de ver o remake feito por Steven Spielberg (leia aqui).

“Amor, Sublime Amor” é um típico musical dos anos 1960 em Hollywood. É praticamente uma transposição dos palcos para às telas. Está lá o overture, as grandes sequências de dança, as músicas para ilustrar situações e não para levar o filme adiante. O filme é de 1961 e o musical em que é baseado chegou aos palcos em 1957, vinham com a grife das musicas de Leonard Bernstein e com as letras de Stephen Sondheim, ambos foram grandes sucesso. A história de Romeu e Julieta revivida em Nova York moderno seduziu o público dos teatros e do cinemas, mesmo que a versão para às telas tenha sofrido críticas desde sua estreia.

Eu tentei rever o filme com o olhar benevolente de quem sabe que está assistindo uma obra datada, ou seja, que foi feita para outro público, para outra época, mas mesmo assim não há qualquer perspectiva que justifique a escalação de Natalie Woods para o papel de Maria. Ela não canta, foi dublada, ela não tem qualquer origem latina e também não tem qualquer química com o Tony de Richard Breymer que alias também foi dublado.

Anita é a melhor personagem e não apenas porque é interpretada por Rita Moreno. É a única que carrega alguma representatividade e consegue, com seu talento, fazer de “América” e não as músicas dos protagonistas ser a cena memorável do filme.

“Amor, Sublime Amor” não é um bom filme, não é sequer um bom musical. Dito isso, o seu remake fez ele parecer melhor do que realmente é.

Compre Aqui:

Similar Posts

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.