Resenhas

Porta-Bandeiras

Em tempos pandêmicos resolvi dar um descanso para a minha cabeça e pegar na pilha de livros algo mais leve. O livro que estava no alto da pilha era “Porta Bandeiras” do Aydano André Motta que conta a trajetória de 11 emblemáticas porta bandeiras do carnaval carioca.

A porta-bandeira tem uma dos principais funções em uma Escola de Samba, ela carrega a bandeira, ou melhor, o pavilhão da Escola. O mestre-sala está ali, a sua volta, para proteger a bandeira e quem a empunha. Esse é o panorama histórico desse símbolo do carnaval, nos tempos modernos essas mulheres carregam o peso, junto com seus parceiros, de ser quesito no desfile, ou seja, podem garantir ou afundar sonhos de campeonatos. As notas 10, os campeonatos, as revoluções nas danças são encarnadas pelas 11 mulheres retratadas nesse livro.

Cada capítulo é dedicado a uma porta-bandeira, conta um pouco de sua biografia e, principalmente, explica a sua importância para a evolução e a tradição de um dos principais símbolos do carnaval. Como não poderia deixar de ser, tudo começa com Dodô, porta-bandeira da Portela, e os tempos mais românticos do carnaval e vamos até Marcella que já encarna os tempos profissionais onde a identificação com uma Escola única é raridade.

A cada capítulo vamos conhecendo histórias pessoais, amor pela dança e a importância dessas mulheres. Das 11 porta-bandeiras retratadas vi oito, destaque aqui para Vilma, o cisne da passarela, Maria Helena, que muito me fez sofrer com seus 10 para a Imperatriz e Selminha, que carrega o pavilhão da minha Beija-Flor.

Terminei de ler e fui buscar os desfiles antigos, ver os bailados, rever grandes momentos e assim, o samba e seus personagens fizeram, por algumas horas, a quarentena ficar mai leve.

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