Livros Resenhas

Um Ano Solitário

Adolescentes e suas crises sempre são temas explorados pelas artes e é esse o material que Alice Oseman usa em seu primeiro livro “Um Ano Solitário” (tradução de Carolina Caires Coelho). Aqui o drama adolescente se encontra com um misterioso grupo que está pregando peças em toda a escola. Victoria Spring ou Tori, como gosta de ser chamada, é uma típica adolescente que acredita que ninguém é capaz de compreende-la, nem mesmo seus amigos, e que tem que conviver com a doença mental do irmão igualmente adolescente.

Tori nos conta sua vida em primeira pessoa e é assim que entendemos quão típica adolescente ela é. Ela se sente inadequada em qualquer circunstância, tem grandes questionamentos sobre a amizade de seu círculo mais próximo, acredita que os pais não estão nem um pouco interessados nela, enfim, nada muito longe do que vemos em vários personagens ou que vivemos nas nossas próprias adolescências. Se o livro ficasse só nessa confusão adolescente acrescido de dois gatinhos que a disputam estava tudo bem, não seria um grande livro, mas seria um coerente, infelizmente, não é o que acontece.

No meio de toda a confusão mental de Tori existe um grupo clandestino que está aterrorizando a escola onde ela estuda. Aqui p livro começa a degringolar, nada das ações do solitaire faz muito sentido por mais que ao longo do livro surjam um mar de explicações e que os personagens fiquem engajados em todas as maluquices. Esse desvio do que é o tema da história, a adolescência, faz com que o livro se torne um amontoado de duas narrativas que são meio desconexas.

Fazendo uma ressalva importante sobre “Um Ano Solitário”: eu não sou o público desse livro. Dito isso o livro é confuso e não parece ter um plano sobre o que quer dizer. Os personagens são bem construidos o que me faz colocar Alice Oseman na minha lista de autores para dar uma segunda chance. Não foi uma grande leitura.

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