Cinco Minutos

No colégio meu professor de literatura dava pontos extras para os alunos que lessem e entregassem resenha de livros fora do currículo. Marco Antonio, o professor em questão, incentivava a escolha de livros que estivessem dentro do período que estudávamos. Foi assim que descobri que curtia bastante os romances urbanos de José de Alencar e achava (ainda acho) os romances indianistas chatíssimos. Quando vi uma coletânea de romances urbanos de Alencar tive que comprar e comecei a ler na ordem em que foram escritos, o primeiro, de 1853, é “Cinco Minutos”.

Cinco minutos de atraso, um fortuito encontro no ônibus, uma mulher misteriosa. Essa é a premissa de “Cinco Minutos”. Um jovem se apaixona por uma mulher de quem nunca viu o rosto nem sabe quem é, uma mulher que se declarou para ele em um ônibus como rosto oculto por um véu. Toda a narrativa do pequeno livro é a busca de nosso narrador por essa mulher misteriosa. Ele volta ao ponto de ônibus, busca sua voz em eventos, peças, óperas. Tudo em um Rio de Janeiro bem mais ingênuo onde passar uns dias na Tijuca era se isolar em meio a floresta.

Toda a narrativa é simples e a história tem todos o desenrolar de um bobo romance com dois jovens apaixonados, desastres que os impedem de se encontrar e um segredo mortal. Tudo se desenrola sem muitas surpresas ou lances geniais de estrutura. É uma dessas leituras de histórias de amor para descansar a cabeça e se você, como eu, já leu vários livros de José de Alencar parece um estudo dos romances que viriam a seguir em sua carreira.

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