O que move as Paixões

“O que move as paixões” é desses livrinhos fininhos, pouco mais de cem páginas, mas que ficam com o leitor mesmo que imperceptivelmente. O livro é um troca de ideias, regada a muito filosofia, sobre amor e nossas percepções sobre ele, um diálogo entre Clóvis de Barros Filho e Luiz Felipe Pondé.

Clóvis e Pondé discorrem sobre vários aspectos do afeto e como diversos filósofos o descreveram, caracterizaram e tentaram desmistifica-lo. A ideia dos dois não é chegar a uma conclusão, é levantar questões e fazer o leitor pensar sobre elas. São muitas as  ponderações colocadas e para mim, talvez pelo tempo em que vivemos, a melhor parte do diálogo está no capitulo final sobre as representações e as mensagens que as redes sociais nos habilitam a enviar e receber. É, certamente, uma conversa que permeia tantas outras sobre redes sociais e os tempos modernos.

Transpassando todas as conversas está a ideia, que ambos levantam, de que o afeto, o amor, como você quiser chamar, representa uma forma de fragilidade e por isso é cada vez mais escamoteado em uma sociedade onde vulnerabilidades não são toleradas. Há muitos paralelos com o mundo corporativo e a ideia de fidelidade que mereciam um livro a parte.

Terminei o livro em mais dias do que se pode esperar de uma leitora inveterada, mas há livros que merecem ser deglutidos aos poucos para não se perder nada e esse é um desses. Mais do que isso, há tanto nessas páginas que é preciso continuar com ele mesmo com a leitura já concluída. Não há nada de simples nas pouco mais de cem páginas desse debate.

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