Colette – o filme

Fazia tempo que não entrava em um cinema sabendo quase nada de um filme. Toda a minha referencia quando fui ver “Colette” era “filme sobre escritora francesa”. Meu desconhecimento contribuiu, com toda a certeza, para a minha experiencia. “Colette” é um bom filme e conta um história que se mostra ainda mais importante nos dias de hoje.

Gabrielle Colette é um grande escritora francesa de quem eu não conhecia absolutamente nada e o filme de Wash Westmoreland foca no inicio de sua carreira e no seu relacionamento com Willy. Henry Gauthier-Villars, que usava o pseudônimo de Willy, era 14 anos mais velho que Colette e um escritor conhecido. Willy usava uma série de ghostwriters para produzir peças e artigos em seu nome no inicio do século passado. Colette seria apenas mais um desses ghostwriters se não fosse seu enorme talento.

Usando sua vida como inspiração ela começa a escrever as aventuras de Claudine, os livros, todos publicados como se fossem escritos por Willy, tornam-se uma sensação na França. O sucesso dos livros é igual a deterioração do relacionamento dos dois. Willy quer mais livros e mais sucessos, Colette começa a se descobrir sem a sombra do marido em um Paris pré Primeira Guerra. É uma história comum, infelizmente, mulher talentosa é usada por marido bon vivant.

Mesmo achando que contar a história de uma escritora francesas pelas lentes anglo saxãs seja problemático Keira Knightley consegue segurar o papel com certa competência. Keira faz tanto filme de época que acho estranho quando vejo fotos dela em tapetes vermelhos usando roupas contemporâneas. Não é um papel simples, Colette é uma intelectual conhecida e com uma história igualmente escandalosa e fascinante e mesmo assim sai-se do cinema com a sensação de que ela foi bem representada, algo nada simples.

Quando o filme acabou eu queria ler as histórias de Claudine, conhecer mais sobre Colette e acabei descobrindo que “Gigi”, um dos musicais que mais gosto, é baseado em uma obra dela. O filme funciona como uma porta de entrada para se descobrir mais sobre a escritora e jornalista e também por isso vale ser visto.

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