Dia Mundial do Rock

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No dia 13 de julho de 1985 aconteceu o mega concerto Live Aid. Empolgado com a presença de tantas estrelas do rock, Phil Collins comentou que aquele deveria ser proclamado o Dia Mundial do Rock. Tudo bem que o Live Aid misturava uma galera pesada do pop também, por isso, o comentário de Phil Collins não foi levado muito a sério. Mas aqui no Brasil abraçamos a ideia e desde meados da década de 1990 que decidimos comemorar com afinco. Pois é, o Dia MUNDIAL do Rock é comemorado só no Brasil, mas quem se importa? Por isso, hoje, 13 de julho, decidi indicar cinco dos meus livros favoritos sobre o assunto.

 

Mate-me Por Favor: Uma História Sem Censura do Punk

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Legs McNeil é um dos fundadores do movimento punk na década de 1970. Por ter convivido muito de perto com grandes nomes desse movimento, ele decidiu se unir a escritora Gillian McCain e escrever sobre a época. Reuniram histórias pessoais a horas de entrevistas e criaram a obra que, hoje em dia, é considerada a Bíblia da História do Punk. O mais legal de “Mate-me Por Favor” não é só poder conhecer as histórias mais loucas de um dos movimentos culturais mais anárquicos que já existiu, mas também se divertir muito lendo depoimentos como dos Ramones ou Iggy Pop. Pra quem gosta de rock essa é uma leitura obrigatória, que fala não só sobre o punk, como também conta sobre a evolução do rock desde aquela época até chegar no grunge da década de 1990 (quando o livro foi escrito). Amo tanto “Mate-me Por Favor” que sempre que posso dou uma espiada nele e releio algumas partes. Com certeza é um livro para comprar, ler e guardar pra sempre.

 

O Quinto Beatle: A História de Brian Epstein

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Essa na verdade é uma HQ muito elogiada pela crítica, que ganhou vários prêmios. Escrita por Vivek J. Tiwary, com desenhos de Andrew C. Robinson e Kyle Baker, lettering de Steve Dutro e edição de Philip R. Simon. Brian Epstein foi o empresário musical que descobriu os Beatles, moldou o estilo da banda e os levou à fama. Eles se conheceram em 1961, quando os meninos de Liverpool ainda faziam shows em espeluncas em Hamburgo na Alemanha. Epstein os educou, protegeu e tornou-se grande amigo deles, mas, infelizmente morreu de overdose aos 32 anos em 1967. Brian era homossexual, o que precisava esconder porque era crime na Inglaterra na década de 1960. Era viciado em anfetaminas para aguentar as muitas horas de trabalho e as noites viradas. A HQ foca na sua vitalidade e ânsia de mudar o mundo através da música, do amor e da aceitação, além de mostrar sua genialidade ao transformar os Beatles na grande banda que se tornaram. Impossível não se emocionar com essa HQ e torcer para que a versão para o cinema estreie logo! “O Quinto Beatle” está em processo de se tornar um filme, com roteiro de Tiwary.

 

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band: Um Ano na Vida dos Beatles e Amigos

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Não pense que esse é um livro apenas sobre os Beatles. Não. O livro usa como ponto central a realização do álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” para falar sobre o cenário do rock da época, mais especificamente do ano de 1967. Para muitos “Sgt. Pepper’s” é “O” melhor álbum gravado nesse ano, mas Clinton Heylin mostra que ele é, na verdade, fruto de um movimento que acontecia no mundo, começando com os Beach Boys e seu álbum “Pet Sounds”. Mas também comenta como, desde “Revolver” (álbum anterior dos Beatles), que a banda vinha influenciando artistas novos, como Jimmy Hendrix, Pink Floyd, Eric Clapton e até os Rolling Stones. Mais um grande passeio pela história do rock.

 

31 Canções

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O escritor Nick Hornby é movido a música e de vez em quando gosta de brincar de crítico musical. Seu flerte com a música está presente no livro “Alta Fidelidade” e então ele decidiu falar mais diretamente sobre ela no livro “31 Canções”, onde discorre sobre suas 26 canções favoritas (mas cita 31). Na Inglaterra o livro foi lançado no estilo de álbum e acompanhava um CD com 11 das canções citadas por ele. Depois, a Sony lançou um CD com outras 18 canções também citadas no livro. Aqui no Brasil o livro foi lançado sem os CDs, infelizmente.

 

Disparos do Front da Cultura Pop

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Tony Parsons é famoso por seus romances recheados de bom humor que falam com muita honestidade sobre o mundo masculino. Mas, Parsons, durante muitos anos foi repórter da Revista New Music Express (NME), uma das maiores publicações sobre música do Reino Unido. Em “Disparos do Front da Cultura Pop” o escritor relembra situações que envolvem muito rock n’ roll (e também um pouquinho de sexo e drogas). Desde sua primeira tarefa, quando foi cobrir a famosa turnê que reuniu os Sex Pistols, Dammed, Heartbreakers e Clash, em 1976, passando por um show de Bruce Springsteen. “Disparos” é uma compilação de 55 textos do jornalista divididos em cinco capítulos: música, amor & sexo, polêmicas, viagens e cultura. Mais uma viagem na qual vale muito a pena embarcar.

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