Duas vidas, dois destinos

Um livro que poucos conhecem, mas todos devem ler

duas vidas“Duas vidas, dois destinos” (“Jacob have I loved” no original) é um livro que quase ninguém conhece, mas todos deveriam ler. Digo isso porque li aos 14 anos e amei. Reli aos 30 e amei ainda mais! Da mesma autora de “Ponte para Terabitia” – Katherine Paterson –, “Duas vidas, dois destinos” é um livro de passagem. Ele narra a história de Louise, uma jovem menina que mora com sua família em uma ilha pesqueira nos EUA em 1940. Vou roubar a sinopse oficial do livro aqui, porque ela diz melhor do que eu poderia dizer:

“Narrada por Louise, a história conta como, por ser a mais forte, ela acaba ocupando o lugar reservado ao filho desprezado. Em sua visão, a irmã (gêmea, Caroline) fica com a melhor parte de tudo: o carinho e a proteção dos pais, os amigos, a possibilidade de estudar fora da pequena ilha onde vivem. Mas a solidão leva Louise a conhecer os segredos da ilha e da vida no mar. E a chegada inesperada da guerra (a história se passa no inicio dos anos 1940) abre caminho para que ela lute por seu lugar no mundo.”

Louise nasceu saudável. Momentos depois, sua irmã gêmea – mas fisicamente bastante diferente -, Caroline, chegou e acreditou-se que ela não sobreviveria. O resultado foi deixar Louise no berço e tomar conta de Caroline. E essa relação se repete durante toda a vida das meninas: Caroline recebe toda a atenção enquanto Louise luta para conquistar algo que a irmã não possa “roubar”.

O livro não é do tipo “vou ler tudo correndo porque preciso saber o que acontece no final”. Não. A narrativa em primeira pessoa – Louise – cativa, encanta e emociona. A escrita de Katherine Paterson em “Duas vidas, dois destinos” é sincera, honesta e não subestima a capacidade dos jovens de entender um bom romance, de serem levados a sério. Embora pareça bobo o conflito entre irmãs, é muito sério se sentir assim, principalmente para quem é jovem. E esse sentimento, essa situação, norteia o livro inteiro. Caroline sempre tendo tudo que quer e Louise lutando para se diferenciar, para provar que tem seu valor.

Destaque para os personagens do Capitão, avó de Louise e Call, o melhor amigo da protagonista. Assim como a vida em uma pequena ilha, todas as vidas são interligadas.

Queria muito colocar uma passagem que eu AMO aqui, mas é spoiler e quebraria o efeito de quando ela aparece no livro. Então fica só a dica para investirem nessa leitura e deixarem se conquistar pela inteligência, inocência e sensibilidade da protagonista e habilidade e talento da autora.

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Comentei sobre “Duas vidas, dois destinos” na minha coluna “Entre Linhas”, do Painel da Manhã (Rádio Roquette Pinto, 94,1 FM). Para ouvir, clique abaixo.

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