Mulheres em ebulição

mulheres em ebuliçãoLidamos com o machismo diariamente. Isso é um fato. Mas não tem coisa que mais me tira do sério do que ouvir de um homem “Tá irritada? Deve estar naquela época do mês”. Gente, eu fico FURIOSA ao ouvir isso. Outro fato é que nós, mulheres, somos seres hormonais, mas diferente do que o homem machista pensa, isso não é ruim. Isso é incrível e desafiador e delicado e interessante, mas não é ruim. E eu entendi um pouco mais sobre isso ao ler “Mulheres em ebulição” da Dra. Julie Holland (Ed. Sextante).

Em seu livro, a psiquiatra especializada em psicofarmacologia (nossa!) explica como as mulheres têm sido vítimas – desde sempre – da indústria farmacêutica. O livro é baseado em muita pesquisa e nos mais de 20 anos de experiência da autora e mostra dados assustadores sobre a nossa saúde. Não é um livro no estilo “leia isso e se apavore”, mas sim “leia isso e aprenda a ouvir o seu corpo” e foi isso que me intrigou.

Hoje é comemorado o Dia Internacional da Mulher, marcado no calendário depois de muita luta (que ainda continua) pelos nossos direitos. Mas é claro que não devemos ser celebradas em um único dia no ano inteiro. Nossa luta é diária e não é somente pela igualdade nos direitos, mas sim com o nosso próprio corpo.

Ou vai me dizer que você nunca sofreu durante a TPM; que nunca se sentiu excelente em um dia e péssima no outro; que nunca se sentiu pressionada a atender os “padrões” de beleza, de produtividade, de família e frustrada a entender que não é possível atender a todos? Pois é. E para ganhar essa nossa batalha interna só depende de nós!

“Mulheres em ebulição” explica – com dados e exemplos e em uma linguagem extremamente próxima do leitor – como nós somos diferentes dos homens em um nível químico e físico. A cada capítulo, entendemos como, pela pressão de estarmos sempre bonitas, felizes, e bem no trabalho e com a família, passamos a querer transformar internamente o nosso corpo para “calar” os hormônios e tudo que nos torna diferente. NÃO! Não podemos silenciar nosso corpo só porque fazendo isso a vida alheia fica mais fácil. NÃO! O essencial é entender o que nosso corpo está dizendo, o que cada sinal significa e como podemos utilizar esses sinais para melhorar nossa atitude. Não é só o peso da responsabilidade externa que nos machuca, mas também como o carregamos e conhecer como nós “funcionamos” é essencial para aprimorarmos nossas atitudes e sermos mais saudáveis.

E não para por aí. Dra. Holland ainda aborda temas relacionados a exercício, sexo, prazer, alimentação e muito mais. Tudo com explicações completas, baseadas na ciência, mas que são fáceis para nós leitas compreendermos e adaptarmos na nossa vida.

A luta pela igualdade continua. A luta pela aceitação da imagem do nosso corpo como ele é também continua. E para conquistar todas essas e qualquer outra que possa ocorrer, temos que vencer uma batalha interna. Conhecer nosso organismo, como podemos cuidar dele e como ele, do seu jeito, cuida de nós, é primordial.

“Mulheres em ebulição” explica muito sobre como somos por dentro e deixa claro que a diferença é linda e que precisa ser respeitada. Vamos nos respeitar mais, por dentro e por fora! Feliz Dia Internacional da Mulher!

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