O Conde de Monte Cristo

Um grande clássico de Alexandre Dumas em um linda edição.

O meu primeiro contato com a obra de Alexandre Dumas foi por um desenho animado espanhol em que os personagens eram todos cachorros. Adorava esse desenho quando criança e isso meconde fez ler “Os Três Mosqueteiros” na adolescência. Dentro da minha resolução de sempre intercalar livros novos com grandes clássicos peguei “O Conde de Monte Cristo” para ler. Tenho a ótima e linda edição de bolso de luxo da Editora Zahar, as folhas em papel bíblia me dão um pouco de nervoso, sempre acho que elas irão rasgar, mas é uma boa solução para um livro que, originalmente, foi dividido em dois volumes e tem mais quase 1700 paginas.

A historia do romance é conhecida: homem inocente é preso, foge da prisão e se vinga dos quatro homens que o puseram na prisão por 14 anos. É o desenvolvimento da historia que é envolvente. Edmond Dantes ou Conde de Monte Cristo é um daqueles personagens atormentados, que deveriam ser os mocinhos da historia, mas que são levados a quase loucura e no final não ganham a total simpatia do leitor.

Não sei o que ainda pode ser considerado spoiler nessa historia mas aqui fica o aviso de que contarei trechos da trama.

Dantes é encarcerado no castelo de If, uma ilha/prisão na costa de Marselha, passa anos isolado e quando já perdeu as esperanças o seu vizinho de cela acaba em sua cela. Até esse momento acontecer a historia é lenta, as explicações sobre Napoleão e Monarquia Francesas duram algumas páginas e fizeram com que eu demorasse um pouco para engrenar na historia. Depois que Dantes conhece o Abade Faria a historia começa realmente. É aqui que o Conde de Monte Cristo começa a ser forjado. Aprende línguas, matemática e tudo mais que o Abade Faria pode lhe ensinar. É com o Abade que Dantes planeja a fuga do Castelo de If e acaba por conhecer o segredo do tesouro do Abade. A fuga ao trocar de lugar como corpo do Abade é, provavelmente, a parte mais famosa dessa historia e a fuga é mesmo espetacular.

Entre a fuga e o inicio da vingança existe um período meio morno na historia onde Dantes descobre o que aconteceu com seus inimigos, ajuda seu benfeitor e toma posse do tesouro na ilha de Monte Cristo. É uma trecho mais parado da historia, mas começa a apresentar os muitos disfarces do Conde e a sua forma de atuação.

A vingança em si começa anos depois. É nesse momento da historia que o Conde começa a perder um pouco da simpatia dos leitores. Se até esse momento ele ser um homem injustiçado em busca da derrocada de seus inimigos quando chega a Paris ele passa ser um a vingador que não se importa com nada nem ninguém, apenas com a destruição de seus inimigos. Os homens merecem os destinos que o Conde arquiteta para eles, é bem verdade que, na maioria dos casos, o que o Conde faz é só jogar luz nas falcatruas que Danglars, Villefort e Ferdnand fizeram bem antes. O problema aqui é a quantidade de inocentes atingidos e a total indiferença do Conde ao sofrimento desses.

De todas as pessoas que ele quer castigar a que faz menos sentido é Mercedes, sua noiva, que depois de cuidar do pai dele, esperar por dez anos sua volta, achar que ele estava morto, se casa com um dos inimigos e por isso é massacrada pelo Conde. Sua atitude em relação a ela acaba mudando, mas ele destrói a vida dela mesmo assim. Mercedes é uma vitima duplamente no livro, perde o noivo e depois vê sua vida destruída. É uma reação desproporcional a de Dantes. Não esperava que eles voltassem a ser um casal, isso seria um final previsível, e o Conde se coloca em uma posição em que é bem difícil se crer que ele vá amar quem quer que seja.

No final das contas as quase 1700 páginas passaram rápido e eu me deliciei com a vingança do Conde. É um desses clássicos que todos deveriam ler, a quantidade de outras historias que beberam dessa fonte de que me lembrei ao longo da leitura é enorme. É necessário uma certa dedicação e a edição de bolso de luxo ajuda no quesito dor no braço.

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Um pensamento em “O Conde de Monte Cristo”

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