O Hobbit: Lá e de volta com a ansiedade

Por Vivi Maurey

Foi numa festa muito esperada que a Terra Média ganhou vida nas telonas; mas, na verdade, tudo começou anos antes, numa festa inesperada, na mesma toca Hobbit, quando Bilbo foi chamado para uma aventura. E, por incrível que pareça – e sabemos que foi seu lado Tûk que falou mais alto -, ele aceitou. Não é muito difícil convencer um Hobbit, desde que você tenha bastante torta, pães e bolos para oferecer em troca. Basta encher suas panças que eles riem satisfeitos. Néeee, to exagerando! Não foi isso o que aconteceu com o pobre Bilbo, que só queria o conforto de seu lar. Os anões – e principalmente Gandalf – praticamente o colocaram contra a parede e jogaram contra seu orgulho. Não foi fácil dizer não. 🙂 Vocês entenderão melhor no dia 14 de dezembro! *wiiiiii*

Mas mesmo que não tenha sido nada como nosso querido Bilbo esperava, a aventura foi o começo de muitas outras coisas importantes; especialmente o início de sonhos de milhões e milhões de aspirantes a escritores que encontraram no livro a maior das inspirações. O Hobbit é um grande ensinamento, uma aula para os mais atentos, e merece o tempo investido em sua leitura. É uma porta para um caminho sem volta, não há dúvida. A mesma porta que abriu mundos para tantos. E uma vez do outro lado, seja no condado ou em Gondor, na terra do senhor dos cavalos, em Rivendell ou em Lothlórien, a Terra Média não lhe permite voltar ao mundo que a gente chama de “real”. A não ser em momentos como este… em que a aventura de um simples Hobbit entusiasma possibilidades grandiosas no mundo da sétima arte, exatamente 75 anos depois, e um sonho se transforma em realidade.

E tudo o que você conhece – e passa a conhecer – ganha um sabor diferente, de uma espécie de tempero que apenas os fãs compreendem. É o gosto da fantasia. E como até mesmo em uma fantasia há um começo, embora não signifique ser o início de tudo, O Hobbit foi quem abriu a porta principal. A pequena – porém gigante – porta perfeitamente redonda como uma escotilha, pintada de verde, com uma maçaneta brilhante de latão amarelo exatamente no centro. Numa toca no chão. Mas não uma toca desagradável, suja e úmida, cheia de restos de minhocas e com cheiro de lodo; tampouco uma toca seca, vazia e arenosa, sem nada em que sentar ou o que comer; mas a toca de um Hobbit, e isso quer dizer conforto.

Ao contrário da minha “gravidez” cinematográfica, que não foi nada confortável, com tantos altos e baixos, e muita crise de ansiedade. Mas ela está chegando ao fim. Tanto a gravidez quanto a ansiedade, risos. Mais um mês e meu filho – e filho de tantos outros, rs – nasce! E, como toda mãe, tenho certeza de que vou me orgulhar do resultado.

I believe in Peter Jackson and I will follow him to whatever end. To whatever end.

Que venha dia 14 de dezembro!

Bjocas,

Vivi “dramaqueen” Maurey

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