O poder das garotas

Recentemente abordei no Clube do Livro Saraiva o feminismo na literatura  e um dos livros que li e levei para comentar com os leitores foi “Capitolina – O Poder das Garotas” (Editora Seguinte).

Embora a revista on-line e o livro sejam focados em garotas mais jovens, o que importa aqui, na minha opinião, são os temas que o livro aborda. Não é apenas sobre sexo, como ser a mulher que você pode ser ou como conquistar aquele gatinho. Capitolina não é revista adolescente no sentido pasteurizado que estamos (ou estávamos) acostumadas a consumir. Capitolina é dizer o que precisa ser dito para quem precisa ouvir e por quem já passou ou está passando por isso. Essa empatia conquista e é essencial para o êxito das ideias escritas, em pixels ou em tinta.

Admito que alguns textos são “muito jovens” para o meu gosto e alguns não são profundos como deveriam ser. Mas aí é a jornalista aqui falando e não a adolescente que precisa de um help. Então, ao calçar o All Star dessa garotada fica mais fácil entender, ou melhor, relembrar, como era importante ser aceita – seja pelos amigos, seja por si mesma.

O livro “Capitolina – O Poder das Garotas” traz artigos, atividades relacionadas aos artigos e ilustrações. Combinando tudo, é um guia de sobrevivência não somente ao machismo, mas a qualquer tipo de opressão.

“Nossa, Frini. Mas é tão incrível assim?”. Depende de quem lê e de como está o emocional dessa leitora / desse leitor. Digo isso porque foi o que senti ao ler os artigos. Alguns me fizeram sorrir, outros, lembrar e alguns me fizeram refletir. Mas o que mais me espantou foram os que me fizeram pensar sobre como é difícil ter depressão, ansiedade, não estar feliz com o próprio corpo, estar em um relacionamento abusivo. E se um ser humano tão jovem já passa por tanta coisa, ajuda não pode ser negada.

E as Capitolinas ajudam não no sentido de grupo de apoio, mas usando as palavras para mostrar que, embora você sofra de ansiedade, você não está sozinha e pode buscar ajuda. Que, embora você não tenha o corpo ideal, o que é ideal mesmo é ser feliz! Que relacionamento nenhum vale você se omitir!

E ouvir – ou ler – isso vindo de alguém com quem nos identificamos, faz toda a diferença. Isso é empoderamento! É uma amiga falando para a outra e juntas vencemos estereótipos desnecessários.

Então, viva o volume 2 que será lançado ainda esse ano! E um dos textos que vai integrar a segunda coletânea da Capitolina é da nossa querida Iane Filgueiras, aqui do Cheiro de Livro. Coisa lindaaaaa!

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