Perfil: Victor Hugo

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Eu tinha aquela ilusão de que Victor Hugo era só pros fortes. Pessoas “cults”, pessoas mais velhas, não sei, sentia que não estava ao meu alcance. O mais perto que tinha chegado de suas histórias até a adolescência foi ver “O Corcunda de Notre Dame” da Disney (que, convenhamos, pouco tem a ver com a história original). Há algum tempo dei uma chance para mim mesma e resolvi me dedicar a Victor Hugo, começando, é claro pelo Corcunda de Notre Dame, cuja história eu já amava, e passei a amar ainda mais. Victor Hugo é sensível e atemporal. Suas tramas falam de questões humanas e sociais que parecem nunca ter desaparecido por completo. É um autor a se ler em qualquer momento, e que é fonte de reflexão para qualquer mente.

Victor Hugo nasceu na França, e era terceiro filho de um oficial do exército de Napoleão. Foi considerado uma criança precoce e se tornou escritor ainda jovem, tendo sido premiado pela Academia Francesa por um de seus poemas quando tinha apenas 15 anos. Casou-se com uma amiga de infância e teve cinco filhos. Escreveu dramas históricos, peças teatrais e outros, mas foi o romance “Notre-Dame de Paris” (lançado em 1831) que fez de Victor Hugo o autor mais famoso vivo na Europa. A história do amor do sineiro deformado Quasímodo pela linda cigana Esmeralda foi um sucesso imediato e é considerado o maior romance histórico do autor. A favor da democracia liberal e humanitária, e contra a monarquia, viveu exilado por muittos anos, e chegou a recusar a anistia. Começou a planejar um grande romance sobre a miséria e injustiça social ainda na década de 1830, mas a primeira parte do livro (Fantine) só foi publicado em 1862. “Os miseráveis” fez sucesso instantaneamente e provocou grande impacto na sociedade francesa. Em “Os Trabalhadores do Mar” (publicado em 1866), afastou-se dos temas políticos e sociais, mas, ainda assim, o livro foi bem recebido pelo público. Seu último romance, “Noventa e três” (de 1874), tratava do reinado do terror, durante a Revolução Francesa. À época, a obra não foi tão popular, mas hoje o livro é considerado um dos grandes de Victor Hugo. Se tornou espírita durante seu exílio, e clamava que ciência deveria dar mais atenção e levar a sério o fenômeno das chamdas “mesas girantes”. O autor morreu em 22 de maio de 1885, e deixou em seu testamento:

“Deixo cinquenta mil francos aos pobres. Desejo ser levado para o cemitério na sua carreta. Recuso a oração de qualquer igreja; peço uma oração a todas as almas. Creio em Deus. Victor Hugo”

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