Q

qAdoro viagem no tempo e quando vi o livro “Q” recomendado em vários sites de literatura gringos como uma historia de amor com esse elemento fui logo comprando o e-book. O livro não tem nada do que eu esperava, infelizmente.

A ideia é que o narrador recebe a visita dele mesmo do futuro que diz que que ele não deve casar com o amor da sua vida, Q. A premissa é interessante e poderia gerar um bom romance, mas o desenvolvimento aqui é uma tortura.

Não esperava um motivo apocalíptico para o pedido de não casamento, mas o que é apresentado é péssimo e, pior, tudo poderia ser evitado com uns dois dedos de prosa. Isso, certamente, me pouparia de ler mais de 300 páginas.

Além do motivo ser ruim o que torna a leitura chata é o protagonista mais mala que leio em anos e, como toda a desgraça é pouca, o livro é contado em primeira pessoa. As conversas com ele mesmo geram páginas e mais páginas sobre comida que não levam a lugar algum e que depois da terceira visita do futuro são apenas chatas.

“Q” era para ser o ponto central do livro, lamento dizer que ela aparece no primeiro terço e depois desaparece. Ficamos mesmo com o narrador e sua vida vazia sendo visitado toda a hora por seus eus do futuro que querem que ela faça de tudo, de tocar guitarra, viajar o mundo, parar de correr, até meditar. É um vai e vem do narrador vindo do futuro, de futuros alternativos já que cada vez que ele muda algo no presente uma nova linha de futuro se abre.

Para não dizer que o livro foi uma decepção total, a ideia da viagem no tempo como algo comercial e acessível a todos sem que isso cause catástrofes é boa. Evan Mandery descreve as viagens e suas regras com facilidade e cria esse mundo onde basta ter dinheiro para ter o direito de viajar no tempo. A ideia é ótima e deveria ser melhor explorada.

Comecei a ler “Q” com a maior das esperanças e terminei irritadíssima. Que protagonista chato, só não larguei o livro no meio porque não sou esse tipo de leitora.

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