Tempestade de Guerra

O quarto e último livro da série Rainha Vermelha é uma boa resolução para todos os conflitos, sejam políticos ou amorosos, iniciados há quatro livros. “Tempestade de Guerra” (tradução de Cristiana Clemente, Guilherme Miranda, Lígia Azevedo e Zé Oliboni) é o que mais foca em política e batalhas e é isso que o faz envolvente.

O livro começa exatamente no momento em que “A Prisão do Rei” terminou e com Cal colocando a coroa acima de Mare. Os conflitos românticos aqui ficam um pouco em segundo plano, já estava claro nos livros anteriores de que não existia mais uma disputa entre Maven, Cal e Kilorn pelo amor de Mare. Aqui era apenas uma questão de como suas posições políticas se adequariam para que eles se tornassem um casal. O único casal precisava ultrapassar mais obstáculos para estar juntos do que que Cal e Mare é Evangeline e Elane.

Evangeline é um capítulo a parte na série, ela começa como a rival diabólica e em quatro livros faz uma transformação quase completa. Ela consegue se livrar das amarras sociais e de ser um joguete político nas mãos dos pais e busca, ao longo de todo o livro, a sua felicidade com Elane ao lado. Começamos odiando Evangeline, ela era a grande rival de Mare e terminamos sentindo até um pouco de pena dela, torcendo por ela. O final dela na história, não darei spoiler, é condizente com a trajetória dela, ela luta por ela mesma e não por todos.

Assim como nos livros anteriores temos capítulos que alternam narradores e vão proporcionando ao leitor visões diferentes dos mesmos acontecimentos em um livro onde a política é o grande motor esse tipo de estrutura favorece o caminhar da história. Victoria Aveyard usa bem recurso de explicar as implicações das tramas políticas através de conversas entre os personagens. O livro é dividido entre batalhas e tramas e podia ter sido enxugado nas descrições dos ambientes e roupas. Essas páginas poderiam ter sido gastas com uma melhor descrição da história de Montfort.

O final desagradou alguns leitores. Não é um final ruim, só é repentino, as decisões tomadas ali precisavam ser melhor exploradas ao longo da história para que fizessem um pouco mais de sentido para os leitores. Estou entre os que não acharam ruim e aviso que se você ficou frustrada lendo a Aveyard já avisou quer teremos contos dentro desde universo, ou seja, “Tempestade de Guerra” é o final da série mais ou menos.

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