The girl on the train (A Garota no Trem)

girlO policial de estreia de Paula Hawkins chegou as minhas mãos por dois fatores: está há semanas no topo da lista dos livros mais vendidos do jornal americano New York Times e é um policial bem elogiado. Os elogios a “The Girl On The Train” são justificáveis, o livro é, realmente, um bom policial.

O livro é contato em primeira pessoa por três personagens: Rachel, Megan e Anna. Rachel é nossa protagonista, uma solitária alcoólatra que criar um mundo imaginário para um casal que vê em casa todos os dias ao passar de trem. Megan é a mulher do casal observada por Rachel, é a mulher que desaparece e dá inicio a trama do livro, e Anna é a amante que roubou o marido de Rachel e mora na mesma rua que Megan. Essas três mulheres nos guiam na trama do desaparecimento de Megan.

O que faz de “The Girl On The Train” um bom policial é uma combinação entre a estrutura da narrativa com uma protagonista que é difícil de se gostar. Rachel não chega a ser uma personagem de Gillian Flynn, mas Rachel é dessas mulheres cheias de falhas, seu alcoolismo chega a dar mais pena do que raiva ao longo das paginas. É o seu alcoolismo que dá o charme a narrativa. Rachel é a testemunha chave para o desaparecimento de Megan, mas como estava bêbada não se lembra de nada do que aconteceu naquela noite.

Os capítulos narrados por Megan mostram um casamento não muito bom, uma vida muito diferente da imaginada por Rachel e, principalmente, uma mulher entediada em uma vida de um subúrbio de Londres. Os capítulos narrados por Megan remontam o passado e constroem a historia antes de Rachel aparecer. Anna é quem tem menos capítulos narrados. É uma mulher atormentada por Rachel e que vive com medo pela filha. Seus capítulos são importantes para o fechamento da trama mais do que para o seu desenvolvimento.

Esse é um livro em que a jornada é mais interessante do que seu fechamento. Rachel e sua amnesia alcoólica são a estrela do livro e a forma com que isso é utilizado faz o livro ser envolvente. A resolução do caso é um pouco exagerada, me lembra um filme dos anos 1990 chamado “A mão que balança o berço” e o culpa torna-se obvio para um leitor acostumado a policiais. Mesmo com essas ressalvas é um bom livro.

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