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Depois

Stephen King é especialidade da casa, esse site foi inaugurado com um post de um livro dele, pelo menos dois integrantes da nossa Redação são grandes fãs. Com todo esse histórico quem vai escrever sobre o último lançamento dele no Brasil não é nenhum dos dois grandes fãs, sou eu mesma, que gosto bastante mas não sou uma grande conhecedora, King tende a me irritar com alguns de seus finais. “Depois” (tradução de Regiane Winarski) tem como protagonista e narrador Jamie, um menino que é capaz de ver e falar com os mortos e, não, não é igual a “Sexto Sentido”.

O grande trunfo de “Depois” é a narrativa, toda em primeira pessoa, feita por Jamie nos seus 20 e poucos anos e que vai recontando sua infância e adolescência como alguém que é capaz de falar com os mortos. A forma cheia de idas e vindas, com pequenos teasers do que vai acontecer e recheada, como ele mesmo alerta no inicio, de palavrões parece mais um amigo te contando uma história na mesa de um bar e isso envolve o leitor que se diverte nas pouco menos de 200 páginas.

Jamie vai contando como é sua relação com os mortos, quais são as regras que eles seguem. Ele só consegue vê-los por um período especifico logo depois da morte e eles não podem mentir. São essas regras que vão balizar toda a história e seus desdobramentos. O dom de Jamie é guardado em segredo por sua mãe que, como a maioria dos personagens, não acredita na existência da habilidade do filho. As situações que levam a mãe de Jamie e Liz, uma ex-namorada da mãe, a acreditar no dom são mais interessantes do que a grande aventura que encerra o livro. Encontrar anéis, saber como uma série de livros termina, ajudar a encontrar uma bomba são mais envolventes do que uma disputa por drogas. Como eu já disse tenho problemas com os finais de King.

Jamie é um ótimo personagem e por mais que diga o tempo todo que esse é um livro de terror há pouco de assustador nas páginas. Tem mortos, tem uma energia maligna, tem policiais corruptos e banqueiros inescrupulosos, mas não há nada que gere medo ou assuste o leitor. É um King mais leve e mesmo assim carrega todos os elementos que fazem dele um dos grandes autores de terror. “Depois” é um ótimo livro e termina com uma parte do enredo em aberto que me deu a sensação de que encontraremos Jamie em outro livro.

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