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Sombra e Ossos

Antes de qualquer coisa, é preciso deixar alguns fatos claros:

  1. Essa resenha pode conter spoilers.
  2. Essa resenha é totalmente voltada para a série e não para os livros (pois ainda não os li).
  3. A minha lista de leitura ficou maior depois da série.

Sempre soube de “Sombra e Ossos”, porque comprei o primeiro livro da Trilogia Grisha quando a autora, Leigh Bardugo, veio ao Brasil para participar da Bienal Internacional do Livro. Isso foi em 2015, quando o livro ainda era publicado pela Gutenberg (hoje é pela Planeta. A tradução da Gutenberg é de Eric Novello) e a gente ainda podia aglomerar em eventos literários. Muito mudou desde então, com a exceção de que “Sombra e Ossos” permanecia não lido – porém autografado – na minha estante.

Aí veio a série na Netflix.

E nada mudou… por enquanto.

A razão para isso é simples: a adaptação da série mesclou dois momentos do Grisha Verse. Embora a trama principal seja a de Alina Starkov (órfã, cartógrafa e zé-ninguém até descobrir que é a única no mundo com um poder para salvar geral), os roteiristas mesclaram personagens e tramas que aparecem em “Six of Crows”, uma duologia spin-off, mas que faz parte do mesmo universo.

“Sombra e Ossos” é uma série – tanto na página quanto na tela – de fantasia YA. Temos um mundo fictício, seres monstruosos, pessoas com poderes, intriga política, romance e, claro, aquela jornada da heroína, onde a moça é “a escolhida”, mas tem dificuldade em lidar com isso até uma dose de realidade a faz mudar de ideia e abraçar seu “verdadeiro eu”.

Lendo a lista acima, vimos que “Sombra e Ossos” é bem básico no sentido de “tudo que precisamos para fazer uma trilogia fantástica YA conquistar fãs”. Embora estejamos todos muito mais do que familiarizados com tropes como “a escolhida”, “triângulo amoroso dos dois gatinhos – um bad boy e um bonzinho” e “pessoas com poderes vs. pessoas sem”, a criatividade na construção de mundo faz de “Sombra e Ossos” uma excelente narrativa fantástica teen que tem base na mitologia russa.

Dito tudo isso, volto a afirmar que meu interesse literário ainda não abraçou a trilogia por completo por um simples motivo: a galera de “Six of Crows” me ganhou fácil! Um trio de trapaceiros formado por um charmoso pistoleiro, uma ladra que se move como sombras e o charmoso e enigmático chefe da gangue roubaram literalmente todas as cenas. Ah, o Ben Barnes é gato e seu personagem é muito interessante? Sim, é, mas o charme do Jester de Kit Young, o angst entre Kaz (Freddy Carter) e Inej (Amita Suman) e o que ambos os personagens têm a perder é incrível em termos de história. E se vamos falar de angst, a Nina e o Mathias de Danielle Galligan e Calahan Skogman (respectivamente) ganharam o meu coração muito mais do que o triângulo Alina (Jessie Mei Li)/Mal (Archie Renaux)/Darkling (Ben Barnes). Então, o resumo é que, por mais que a trilogia “Sombra e Ossos” apresente uma história incrível e uma mitologia espetacular (beijos, Bardugo, sua linda! Arrasou!), o livro que me chamou atenção depois de ver a série foi “Six of Crows”.

Uma coisa que a série fez para mim – além de me dar uma bela cãibra na bunda de maratonar tudo de uma vez! – foi reativar meu lado fangirl. Eu torcia pelos personagens, reclamava de outros e pesquisava sobre a trilogia dos livros como se não houvesse amanhã! Não ter lido antes de assistir me deu a experiência de novidade, pois eu não fazia ideia do que esperar da história e não tinha aquela preocupação de comparar livro e filme. Mas não ler antes de ver me deixou um pouco perdida nas nomenclaturas e envolvimentos entre nações e tramas. Mas antes do terceiro episódio eu já estava devidamente situada.

A produção da série é impecável, os figurinos são incríveis e a representatividade tá lindona. Manda mais que tá pouco! Espero de coração que tenhamos uma temporada para cada livro, pois a primeira só conta a história do primeiro volume. Se continuar assim e tivermos uma para cada livro com mais as tramas de “Six of Crows” junto, prepara o sofá e a pipoca porque estamos aqui para maratonar!

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One thought on “Sombra e Ossos
  1. Concordo com você, Os Corvos roubam totalmente a cena. Me apaixonei por como os atores da gangue ‘fofa’ encarnaram super bem a personalidade de cada personagem. Esse foi o único livro que li e uma amiga me contou a trilogia e tudo o que mudou.

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