Nós

nósDavid Nicholls conquistou meu coração com “Um Dia”, foi paixão a primeira página, depois esse amor foi ficando desgastado com seus dois outros livros (“Resposta Certa” e “Substituto”) e agora voltou com toda a força com “Nós”. O novo romance de Nicholls é apaixonante.

Fiquei bastante relutante em comprar “Nós”, os dois últimos livros de Nicholls foram só ok, nada muito encantador e estava realmente em duvida se leria logo ou se esperaria a Bienal, ele estará lá no dia 5/9, para comprar. Comecei a ler tantas coisas boas sobre Douglas e seu Grand Tour que cedi e comprei. Porque demorei tanto? Deveria ter lido assim que foi lançado.

Douglas e Connie são casados há quase 25 anos e uma noite ela acorda e diz que depois que o filho Albie for para a faculdade ela acha que quer se separar. Douglas não consegue entender porque a mulher quer se separar dele e resolve usar as ferias da família, o Grand Tour, para reconquista-la e tentar consertar o relacionamento com o filho.

Tudo é contado em primeira pessoa em capítulos que se alternam entre o presente e o passado. Douglas não é dos personagens mais fáceis, ele faz tudo errado, é conservador, tem problemas em entender o lado artístico da mulher e do filho. Suas intenções são sempre as melhores mas o resultado é sempre um desastre. Albie quer fazer fotografia e Douglas fica batendo na tecla de que ele deveria fazer algo que garantisse o futuro, algo mais estável. É claro que com esse discurso Albie e Douglas vivem batendo de frente e simplesmente não se entendem.

A jornada de Douglas pela Europa dá uma enorme vontade de viajar, de ver todas as obras que ele vai descrevendo. É nessa viagem também que o leitor, mesmo vendo todas as mancadas do protagonista, começa a torcer por ele. Douglas é fofamente atrapalhado, faz tudo errado, o capitulo sobre como ele entrar com um recurso para ganhar uma gincana no colégio do filho é emblemática. É impossível não ver onde tudo aquilo vai chegar e mesmo assim a jornada é maravilhosa. Queria mais historias sobre o passado de Connie e Douglas, mais sobre o desenvolvimento de Albie, é desses livros que te deixam com gostinho que quero mais e para piorar termina com um gancho, um que me lembrou o final de “Fale Com Ela”, filme de Pedro Almodóvar.

Estou recomendando a todos que leio “Nós” logo, o livro vale a pressa, o problema é que ele acaba rápido e depois se fica com essa nostalgia da leitura. Agora estou aguardando setembro chegar para poder autografa-lo na bienal.

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