Um quarteto de tirar o fôlego

A música é sempre ruim, mas o resto faz valer a pena cada perdida de compasso!

Um box lindão contendo quatro livros da Julia Quinn e alguns mimos está prestes a ser lançado pela Editora Arqueiro, editora da autora aqui no Brasil. Isso é um fato. Eu já li os quatro livros em e-book, mas quero MUITO os quatro na minha estante. Sabe por quê? Porque cada história é simplesmente apaixonante!

Eu não sei como JQ (olha a tara por siglas!) consegue escrever histórias similares tão bem e de forma tão autêntica em cada uma! Similares porque a fórmula é a mesma: um casal não é apaixonado desde o início (com exceção de um livro de outra série e eles sofrem MUITO até ficarem juntos), mas sabemos que estarão casados até o fim do livro.

Mas isso não é spoiler, é tensão enlatada, minha gente! A cada troca de olhares, de quase toques e beijos eu MOR-RO! Sério! Como é que essa mulher consegue? Aí, a gente vicia e não sabe o porquê, né? Eu não consigo ler um livro só. Sempre leio de dois a três seguidos, antes de parar e ler outra coisa. COMO PODE?

Enfim, voltemos ao quarteto.

Quem leu a série Bridgertons da Julia Quinn, conhece de nome os Smythe-Smith. É aquela família que promove musicais horrendos, nos quais ninguém toca bem instrumento algum, mas todo mundo assiste e aplaude porque são educados demais para faltar. Nos quatro livros, Julia nos apresenta personagens – advinha? – APAIXONANTES! AAAAAHHHHHH! Tô nesse nível de fangirling, pessoas!!!

Calma … respira…..

Antes de falar dos livros, deixa eu explicar o relacionamento entre eles:

Livro 1) Daniel Smythe-Smith é exilado (isso é explicado durante a série) e pede que seu melhor amigo – Marcus – fique de olho em sua irmã, Honoria Smythe-Smith e evite que ela case com alguém inadequado. Imaginem só o que acontece, né?

Livro 2) Daniel volta e a história é sobre ele e sobre a situação que o levou a ser exilado e as consequências de seu retorno.

Livro 3) Sabe a razão do exílio de Daniel? Tem relação com a história de Hugh Prentice e que você descobre nesse livro.

Livro 4) Por último chega Iris, que passou por tudo isso acima, mas só observando a galera e nunca sendo o centro das atenções. Até agora.

Mas sabe o que é mais legal? Não importa a ordem dos livros! Até porque, na boa, a gente já sabe quem vai casar com quem na sinopse. Então a leitura fora de ordem está liberada!

Eu li toda a série Bridgerton e mais alguns outros da Julia antes de chegar ao primeiro livro do quarteto. E “Simplesmente o paraíso” se tornou um dos meus favoritos. Eu adoro a história de Honoria e Marcus de tal maneira que até tenho que ler de novo! Eles se conhecem há bastante tempo: ela é uma das Smythe-Smith que toca no musical, mas ela adora. Sabe que não é excelente, mas para Honoria, tradição e família é tudo que importa. Eles se reencontram e uma amizade que era muito tranquila e habitual passa a algo mais quando situações acontecem e Honoria precisa, bem, salvar Marcus! Não quero contar mais para não estragar.

Aí li vários outros livros, mas ao finalizar “Because of Miss Bridgerton”, primeira da série prequel dos Bridgertons que a Julia Quinn está escrevendo (mas isso é tema para outro post!), o vício bateu (como expliquei acima), e busquei outros livros dela para ler. Ainda bem que já não tinha lido tudo publicado ou teria surtado!

Aí comprei os outros três do Quarteto no Kindle. AMO e-book porque comprou, tá lendo! Nada de esperar frete! Eita delícia!

Enfim, comecei a ler “Uma noite como essa” mega empolgada por causa da sinopse. Olha só um pedacinho para entender meu drama: “Anne Wynter pode não ser quem ela diz ser, mas está se saindo muito bem como governanta de três bem nascidas jovens damas (…) Daniel  Smythe-Smith pode estar em perigo mortal, mas isso não vai impedir o jovem conde de se apaixonar. (…) Porém, Daniel tem um inimigo, aquele que jurou vê-lo morto. E quando Anne fica em perigo, nada irá detê-lo até que garanta o seu final feliz”.

LITROS E LITROS DE ANGST, MINHA GENTE!

Ela tem um segredo. Ele está retornando depois de um exílio forçado por causa de um mal entendido. O segredo dela é TENSO. O inimigo de Daniel é muito ruim. Rola muito romance proibido e donzelas em perigo (mas que metem taponas de boas!) e …. tô suspirando só de lembrar!

Aí terminei esse e já engatei o terceiro “A soma de todos os beijos” que acontece logo em seguida ao “Uma noite como essa”. Lembra que citei que Daniel foi expulso do país por causa de um mal entendido? Pois é, esse tal equívoco tem relação com o gatinho desse livro, chamado Hugh Prentice. Hugh não é galante como Daniel e nem tranquilo como Marcus. Hugh é um gênio em matemática, tem problemas sérios com o pai, e não entende a mulherada. Hugh é prático e objetivo, então se apaixonar quase não faz sentido para ele. Até voltar a estar em contato com Sarah Smythe-Smith, que é seu oposto. Dramática em nível máximo e dona de um gênio afiado, tudo que Sarah quer é casar e ser feliz. E quando ela precisa estar presente em não um, mas dois casamentos seguidos (que são os dos dois livros anteriores), sua solteirice a irrita ainda mais! E tudo piora quando Honoria, sua melhor amiga em todo o mundo, a faz ficar de babá de Hugh (tem razão pra isso, mas você vai precisar ler tudo para descobrir).

E claro que o romance começa aos poucos e QUE SENSACIONAL! Sentiu que para eu escrever sobre Julia Quinn, caps lock é necessário, né?

GENTCHY! Vocês não têm noção de como esse livro é sensível em vários níveis diferentes. Ele toca em temas como homossexualidade (se é polêmica hoje, imagina como era naquela época!), em limitação física, em lealdade, amizade, e respeito. Sempre respeito. Adoro os personagens de Julia Quinn porque são todos muito amáveis e apaixonantes, claro, mas o respeito pelos outros é um tema recorrente em sua narrativa e isso é muito gostoso de se ler.

Aí, depois de retomar o meu fôlego depois do escândalo que é Hugh, conheci a pálida Iris e o enigmático Sir Richard em “O mistério de Sir Richard”. Acabei o livro enquanto estava escrevendo esse post e aqui estão minhas impressões: Iris é um amor e me identifiquei com ela em vários aspectos. Richard realmente a coloca em uma situação complexa e fiquei tensa o livro todo para saber qual era o tal segredo (e, na boa, deu raiva dele, embora entenda suas razões). Richard tem “pegada”, mas foi o gatinho que mais deu trabalho para a mocinha e isso também é o charme da história. A tensão foi grande nessa narrativa e funcionou MUITO bem até o final. E que final!

Só sinto que, quando os “eu te amos” são trocados em todos os livros, as coisas acabam muito rápido. Gosto quando tenho mais algumas páginas, mesmo contando com o epílogo. Sei lá … acho que não estou pronta para me despedir dos personagens. Coisa de fã 🙂

Já leram algum desses? Comentem aqui e me digam o que acharam!

Dicona? Julia Quinn vem ao Brasil em muito breve, então comprem o Box – porque não dá para ler um só – e já se preparem para enfrentar as filas para autógrafo! Encontro com vocês lá!

 

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