Uma Estranha Em Casa

Shari Lapena me conquistou em “O Casal que Mora ao Lado” e com isso quando vi que um outro livro dela estava chegando às livrarias corri para lê-lo, pessoas que adoram um bom policial são assim. É uma premissa intrigante mas menos viciante do que o livro anterior.

Karen é uma dona de casa de classe média que sofre um sério acidente de carro em uma região perigosa da cidade que não costuma frequentar,  um corpo é encontrado próximo ao local do acidente e, para piorar, Karen sofreu uma concussão e não lembra de nada o que ocorreu naquela noite. É uma ideia ótima para começar um livro policial, afinal a sua protagonista não sabe o que aconteceu com ela e está tão desesperada para saber quanto o leitor. Daí em diante Shari tem os mesmos problemas do livro anterior e os mesmos acertos.

O desenrolar da investigação não revela nenhuma genialidade, pelo contrário, até o final mostra mais lugares comuns do que novidades. É possível matar o final do livro com uma certa facilidade o que eu já esperava. O que faz dos livros de Shari uma ótima leitura é o desenvolvimento, é como ela narra os acontecimentos e vai enredando o leitor que, mesmo sabendo os próximos passos, quer saber como aqueles personagens vão chegar ali. Ela tenta surpreender o leitor no ultimo capitulo, é uma boa tentativa mas não me pegou.

Shari está se tornando uma dessas autoras de policiais que leio rápido e com prazer, que escrevem bem e que montam uma boa narrativa. Uma ótima leitura.

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Um comentário sobre “Uma Estranha Em Casa

  1. Oi Carolina, tudo bem?
    Apesar de não ter o thriller como um de meus gêneros favoritos, me surpreendi com a narrativa bem tramada de Shari Lapena. É de uma escrita simples, sem metalinguagem e/ou uso muito complexo da língua e, ainda assim, não deixa nada a desejar para thrillers maiores e mais complexos. É fato que, ao menos neste livro, fica claro que a autora trabalhou muito mais o desenvolvimento e crescimento das personagens em detrimento de uma narrativa mais abarrotada de acontecimentos e, para mim, essa pareceu uma boa escolha, visto que ela o fez muito bem.
    O único detalhe que me incomodou um pouco foi o último capítulo, onde a autora faz uma espécie de epílogo. A nova personalidade dada por ela à Karen, em meu ponto de vista, enfraquece a narrativa – que, por sinal, fora tão bem construída até então.
    Abraços!

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