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The One

Como todo o bom serviço de tecnologia que coleta mais dados do que gostaríamos de saber a Netflix sabe muito bem o que me indicar quando entro por lá. Estava apenas atras dos filmes indicados ao Oscar (virei uma cinéfila relapsa, mas ainda tento me manter antenada) quando a Netflix começou a me indicar em todos os cantos “The One” e resolvi ceder. A série criada por Howard Overman e baseada no livro de John Marrs mostra um futuro onde uma empresa descobriu como geneticamente encontrar o par perfeito para cada pessoa. A premissa é intrigante, mas uma série com oito episódios pode ter sido um pouco demais.

Rebecca Webb é a geneticista fundadora da The One, empresa responsavel por encontrar o par perfeito de cada pessoa. É a típica vilã: mulher bem sucedida, fria, manipuladora e que faz qualquer coisa pelo poder que tem Ela é também só o primeiro exemplo de clichês que passam pela série. Temos o casal feliz que tem a vida arruinda pela empresa, amores deixados de lado, policiais que sabem de tudo mas não consegue provar nada, enfim, tudo que você pode esperar em uma série que é parte distopia, parte policial.

Dito tudo isso The One poderia ser um filme policial melhor do que uma série. O conceito em que é baseada a série, a idéia de que amor e relacionamentos são ditados por genética exclusivamente é algo que daria um ótimo drama que colocaria em debate o que é Amor, o que fundamenta um relacionamento duradouro, questões bem mais profundas do que as apresentadas na série. Essa possibilidade ma fez comprar o livro de John Marrs na esperança de de algo mais profundo nas páginas que se perdeu ao ser transportado para às telas. Voltando para a série a opção, nessa prmeira temporada, é ter um arco policial. Um crime, uma empresa e sua CEO em risco, e todas as manobras e mentiras que pode ser utilizadas para acabar com a investigação criminal. Uma escolha segura mas que acaba com parte do potencial de “The One”.

Parece que eu achei tudo ruim, nao é. É uma série mediana, vi em uma sentada, ou melhor, maratonei em um dia e terminei com a sensação de que tudo podia ter sido melhor e isso me fez comprar o livro. Algo que me deserte a curiosidade de saber mais eu considero uma boa experiencia.

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