Coluna Livros

Virando a página

2020 foi o ano que destruiu todos os planos. É cedo, ainda não dá pra saber se 2021 será muito melhor, mas temos que tentar. Já sei que provavelmente assim como não fui à Convenção Mundial de Ficção Científica na Nova Zelândia (que acabou sendo virtual), as perspectivas pra Washington não são boas.

Ficar trancado em casa não me ajudou a escrever mais, mas deu pra ler um bocado. Destaques pra A Song for a New Day, de Sarah Pinsker, sobre um futuro pós-pandemia com muito isolamento social, lives e compras pela internet. Também The Luminous Dead, de Caitlin Starling; Atlas Alone, de Emma Newman; Frankisstein, de Jeanette Winterson; que mereciam ter sido indicados ao Hugo, e The Light Brigade, de Kameron Hurley, que foi indicado mas não levou. Quem levou todos os prêmios, merecidamente, foi This is How You Lose the Time War, de Amal El-Mohtar e Max Gladstone. Silvia Moreno-Garcia teve uma penca de indicações por Gods of Jade and Shadow, e vai ter mais um monte ano que vem por Mexican Gothic (mais aqui em breve sobre este). E Riot Baby, de Tochi Onyebuchi, também vai estar nas listas de melhores do ano.

Para 2021, imagino passar boa parte do tempo relendo alguns favoritos. Estou acabando A Dança da Morte, de Stephen King, a tempo de assistir à série. O próximo vai ser a trilogia Fundação, de Isaac Asimov, também com adaptação a caminho. Sem falar de Duna, de Frank Herbert, que era para estar passando agora, mas foi adiado pra outubro que vem. Pretendo fazer um curso sobre Ursula K. Le Guin, que preenche uma prateleira intera aqui de casa. Então que todos tenham um feliz ano de boas leituras.

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