Lendo por aí

Estava lendo “Pequena Livraria dos Sonhos” onde a autora Jenny Colgan começa o livro dando dicas de onde ler. Temos pouquíssimos locais em comum, mas é impossível não pensar em onde e como eu leio depois daquelas páginas.

Desde que me entendo por gente leio bastante. Desde a adolescência eu estabeleço a meta de ler 50 livros por ano, um pouco menos de um livro por semana. É bem raro eu bater essa meta, e isso não é um problema. Como eu faço isso? Eu leio em qualquer lugar, em qualquer cinco minutos que tenha no meu dia. Leio na fila para qualquer coisa, antes de apagarem as luzes no cinema, enfim pensem nos minutos que você tem no dia em que se tira o celular no bolso para ver o Twitter, Facebook ou Instagram. Eu tiro o celular do bolso e clico no app do kindle.

Pensando em meus lugares preferidos para ler percebi que eles podem ser preferidos, mas, na sua maioria, são os lugares onde menos leio. No meu dia-a-dia leio na cama, pelo menos um capítulo antes de dormir. O que já me gerou um galo na testa quando dormi no meio de um capítulo no kindle e esse bateu na minha cabeça. Leio no almoço, exerço toda a minha tese da semi-simpatia para não almoçar com colegas de trabalho, coloco os fones de ouvido, uma música instrumental e leio por quase uma hora, aqui sempre no kindle, afinal é necessário pelo menos uma mão para comer, não é mesmo? São dois lugares que suprem as páginas e as horas de imersão no mundo das letras que necessito diariamente e que está longe de ser o meu preferido.

Podendo escolher onde ler seria sempre numa rede, com as sombras dos coqueiros e os raios de sol se misturando nas páginas. Sou capaz de passar horas infinitas lendo assim, nada é melhor. Rede é meu local preferido, de longe. Não tendo uma por perto, a minha cadeira de balanço ou a poltrona que herdei exatamente porque são perfeitas para ler (sabe aquelas que tem na Livraria da Travessa?) ou na beira do mar ou cachoeira. No mar há o problema do sol batendo nas páginas (use óculos escuros!) e de você ficar com marcas bem estranhas no seu bronzeado, na cachoeira isso é um pouco amenizado pelas sombras das arvores, em ambos os casos a água vai empenar as páginas e seu livro. Só um aviso.

Sei que muita gente lê no ônibus, mas fui educada por Lêda Lúcia, minha mãe. Ela diz e repete que não se pode ler em carro em movimento, dá descolamento de retina. Isso está gravado em mim, logo, nada na terra, nem mesmo estarem faltando cinco páginas para acabar o livro ou aquela cena emocionante, me fazem ler nas 1h30 que passo no ônibus para ir e voltar do trabalho. Nada mesmo, sério.

Falei um monte de kindle aqui e ficou parecendo que migrei totalmente para a leitura digital, não é verdade. Sou uma leitora híbrida, fora de casa kindle, dentro de casa livros físicos. Nas férias dou preferência para físicos. Boa parte do peso da minha mala é só livro. Sou a pessoa que gosta tanto de um livro lido no kindle que o compro físico, sim, tenho o mesmo livro em dois formatos, o que posso fazer.  

E vocês? Onde leem? Onde gostam de ler?

Um comentário sobre “Lendo por aí

  1. Muito bom. O hábito da leitura deveria fazee parte da vida de todos. Atualmente, por uma questão de praticidade, leio no kindle, na cama antes de dormir.

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