Pequenas Grandes Mentiras

Peguei “Pequenas Grandes Mentiras” para ler porque quero ver a adaptação de David E. Kelley para a HBO (veja o trailer) do livro e sou dessas que gosta de ler antes de ver. Achei que ainda estaria lendo quando a série fosse ao ar mas não fui capaz de largar o livro, em duas sentadas estava acabado e eu órfã de Celeste, Madalaine e Jane.

O livro pode ser descrito com o policial, afinal tem um assassinato e uma investigação, mas o livro é sobre aparências e como ninguém sabe ao certo o que ocorre com o próximo, por mais próximo que ele seja. A estrutura da história ajuda a desmascarar hipocrisias e a mostrar a quantidade de julgamento que fazemos dos outros. A maioria dos capítulos é dividida em dois tempos: o passado onde acontece o desenrolar dos fatos e o presente contado por depoimentos das testemunhas do assassinato. O que ocorreu e como os fatos são vistos dividem a mesma página, em tempos de pós-verdade e fatos alternativos é, no mínimo, educativo.

Jane é uma mãe solteira, Madelaine mãe de duas crianças e um adolescente e Celeste mãe de gêmeos. Elas se conhecem no dia da ambientação dos filhos no jardim de infância, todos tem cinco anos. É a vida dessas três mulheres que acompanhamos durante os meses que precedem o assassinato. Quem morreu? O leitor não sabe até os últimos capítulos e é bom que seja assim, não é o assassinato o importante e sim história.

As aparências mantidas, os julgamentos pela aparência, como cada uma das três é vista pelos demais pais. A escola pública na província de Pirriwee reúne endinheirados que se mudaram para a região e pessoas que moram lá a vida inteira, as mistura de classes, mesmo que não seja o tem principal, é um pano de fundo que fundamenta muito do que é escrito. Está tudo nas páginas e a construção da história que faz com que o leitor tenha que montar o quebra-cabeça aos poucos incapaz de ver o todo é o que me encantou aqui. Não queria parar de ler, queria mais uma peça, mais um pedaço da história. Uma das revelações finais do livro eu consegue descobrir com uma certa facilidade mas até o final tinha duvidas de quem seria o morto e o assassino.

Liane Moriarty já tinha me chamado atenção em “O Segredo do Meu Marido” por sua escrita, mas aqui, nesse livro ela me fisgou de vez, já coloquei na lista uma série de livros seus. Fiquei meio órfã das três amigas quando terminei a última página.

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Um pensamento em “Pequenas Grandes Mentiras”

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