Um beijo à meia-noite

Dando sequência a série de contos de fadas escrita por Eloisa James, o segundo é “Um beijo à meia-noite”. Já deu para notar que a temática é Cinderela, né? Quando peguei para ler, estava esperando aquela Cinderela meio padrão, acostumada a ser escrava da mala da madrasta e só sonhando com uma vida diferente. Mas não! A Cinderela de Eloisa James é tão atacada quanto sua Bela em “Quando a Bela domou a Fera”.

Cindy aqui é Kate, herdeira de vastas terras, mas que o pai deixou para a madrasta e sua filha. Mariana (a madrasta) é U Ó de ruim e mala e sem noção! Mas sua filha, Victoria, que seria uma junção entre Anastácia e Griselda, é um amorzinho e realmente meia-irmã de Kate. Essa, por sua vez, embora seja tratada como criada faz de tudo para manter as terras da família e seus moradores. Cinderela submissa aqui não tem vez!

Kate não está acostumada a participar de bailes e nem realmente quer isso. Tudo que ela busca é ser feliz, conseguir casar e ter sua família e impedir que as terras do pai sejam completamente dizimadas pela má administração da madrasta. Mas aí uma situação acontece e Kate precisa participar de um grande baile no castelo de um príncipe (que está falido e precisa casar com uma princesa russa para pagar as contas). O príncipe Gabriel tem tantas responsabilidades quanto Kate e se encanta pela jovem que não o bajula, mas sim o desafia a todo momento. Preciso dizer que a atração é mútua, quente e arrebatadora? Pois é!

Embora o enredo de “Um beijo a meia-noite” seja muito mais fantasioso do que o primeiro livro, os personagens são tão gostosos de ler que nada incomoda. A “fada”- madrinha de Kate é MARAVILHOSA: uma mulher que já casou três vezes, não está nem aí para convenções e quer mais é ser feliz! Kate em si é uma excelente personagem, que se rende aos encantos do príncipe não somente porque está apaixonada, mas porque entende que quer se entregar, é sua escolha e não uma imposição ou uma tentação. Ela quer e a decisão é dela e pronto. E isso é LINDO e prova de que romances de época, embora estejam presos a algumas regras pela coerência da época em que se passam, também têm lugar para feminismo e muito empoderamento (e paixão!!!).

Já comecei a leitura de “A Duquesa Feia” que tem como base o conto do Patinho Feio, um dos meus preferidos! Conta aí nos comentários se você já leu algum e o que achou e/ou espera dos livros!

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