Livros Prêmio

Hugo Awards 2021

No sábado (18/12) a Convenção Mundial de Ficção científica entregou os prêmios Hugo aos melhores de 2020, escolhidos pelos participantes da convenção. Mais uma vez, as mulheres dominaram, levando quase todos os foguetes prateados. Martha Wells levou dois: Melhor Romance, e Melhor Série. Network Effect já havia levado o prêmio Nebula, e é parte da série Murderbot Diaries, sobre um andróide que presta serviços de segurança como um super-mercenário. Ganhou fácil. Além de muita ação, a série lida com uma das questões básicas da Ficção Científica – o que nos torna humanos?

Os ganhadores, com Martha Wells ao centro, ganhadora de dois Hugos

A supresa pra mim foi na categoria novela, com a vitória de Empress of Salt and Fortune, de Nghi Vo. É uma fantasia de inspiração oriental, lidando com opressão das mulheres e relações de poder. Corria por fora, porque outros dois – Riot Baby, de Tochi Onyebuchi, e Ring Shout, de P. Djèli Clark, vinham dividindo todos os prêmio da temporada.

Sarah Pinsker levou mais um pela noveleta Two Truths and a Lie, e T. Kingfisher o de melhor conto, Metal like Blood in the Dark. Ela ainda levou o prêmio Lodestar de melhor livro Jovem Adulto, e fez o melhor discurso da noite – curiosidades sobe o bolor limoso, que parece um fungo e que demonstra um certo grau de inteligência…

O prêmio de melhor revista foi para FIYAH, uma publicação criada para promover novos talentos e escritores negros – prêmio mais do que merecido. E teve ainda um prêmio póstumo para Octavia Butler, pela graphic novel baseada em A Parábola do Semeador, adaptada por Damian Duffy e John Jennings.

A lista completa dos ganhadores está aqui.

Não podia faltar polêmica: a cerimônia foi patrocinada pela Raytheon – é uma empresa aeroespacial, tudo bem, mas que produz principalmente sistemas para guiar mísseis para os militares americanos. Pegou muito mal…

Outra polêmica foi a escolha de Chengdu para sede da WorldCon de 2023. Muita gente era contra, por causa de questões de direitos humanos e liberdade de expressão. Mas o comitê chinês prometeu que não haverá censura, e que todos serão muito bem recebidos. O inegável é que a China tem milhões de fãs ansiosos por participar do fandom mundial, e uma convenção que se diz mundial não pode ser só nos Estados Unidos – ano que vem será em Chicago.

Agora é tirar o atraso e começar a escolher os finalistas do ano que vem… A votação já começa mês que vem.

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