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WorldCon 2021

Assim como no ano passado, meus planos de ir à Convenção Mundial de Ficção Científica acabaram frustrados pela pandemia e pelo trabalho. Ano passado seria em Wellington, Nova Zelândia, mas o país entrou em lockdown total. A convenção passou a ser virtual, com vários percalços e queixas quanto à organização, mas realmente foi uma tarefa inglória pros pobres organizadores.

O mascote é Gort

Graças à ciência, a convenção que começou quarta (15/12) em Washington D.C. já pôde ser meio presencial / meio virtual, com streaming de palestras e chats no Discord. Fiquei do lado virtual, mas nem por isso vou deixar de fazer a crônica que faria presencialmente pro Cheiro de Livro. 

Oportunidade de conhecer escritores como R. W. W. Greene

Como todo começo de convenção deste tamanho, começou com muita fila: protocolos da pandemia, apresentação de comprovantes de vacinação e testes negativos na chegada ao hotel. As primeiras sessões não ficaram muito cheias porque o povo tava na fila, e quem chegou no quarto já não queria mais descer…

Muitos problemas técnicos impediram a transmissão de vários painéis a apresentações. Depois vou ter que passar um tempo assistindo às gravações das palestras que perdi – assim que os organizadores conseguirem fazer o upload de tudo…

A Convidada de Honra é Nancy Kress. Ela é conhecida pela FC hard que geralmente gira em torno de biologia, genética, e as alterações aos nossos corpos que a ciência em breve permitirá. Aos 73 anos, já ganhou dois Hugos e seis Nebulas, sendo que Beggars in Spain levou ambos.

Nancy Kress

A novela, mais tarde expandida num romance, imagina um futuro próximo em que alterações genéticas permitem que algumas pessoas não durmam mais – e com isso levem vantagem no trabalho em relação àqueles que precisam dormir. Logo você tem uma elite mais inteligente e produtiva, com as consequentes distorções e desigualdades sociais. Nancy leu os primeiros capítulos do próximo livro, que está escrevendo em parceria com um neurocientista. O crítico e historiador Gary K. Wolfe moderou um debate sobre a obra dela com os escritores  Brenda Cooper, Walter Jon Williams e Daryl Gregory. E nesta sexta (17) Wolfe entrevista Kress. Ela também participou de pelo menos dois debates, além de uma conversa gravada com Robert Silverberg.

Escritores debatem como criar civilizações galácticas. Sim, esse é o paraíso nerd

No sábado à noite teremos a entrega do prêmio Hugo, que este ano me parece difícil de prever e que ano passado foi cheia de polêmicas. Aguardem aqui a crônica.

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