A Outra Casa

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Livros policias estão entre os meus preferidos, quando “A Outra Casa” caiu na minha mão fui logo devorando. É um típico policial inglês, lento com a história sendo construída aos poucos, se revelando lentamente e deleitando o leitor página a página.

O plot inicial de “A Outra Casa” parece banal: mulher vê em tour virtual de uma casa a venda um corpo, quando chama seu marido para ver não há corpo algum. A mulher em questão é Connie e, logo no inicio do livro, já descobrimos que ela não é das pessoas mais equilibradas e como sabemos do corpo por um capitulo escrito sob a ótima dela somos levados a desconfiar do que sabemos.

O livro todo é construído lentamente, com muito contexto e pouco ação. O ritmo lento serve bem a narrativa, constrói uma colcha de retalhos dos personagens que vai montando uma imagem maior, com cada peça se encaixando aos poucos e fazendo cada vez mais sentido. Não vou revelar aqui as minúcias da trama, só posso dizer que ele é mais bem contada do que elaborada, tenho alguns problemas com as ações e motivações, mas nada que comprometa o todo.

Como sempre faço, não sabia nada do livro e comecei a achar certas partes, as que são focadas nos policias um pouco estranhas, como se eu estivesse sendo apresentada a eles no meio de uma história maior. São as pequenas referencias a casos e ações passadas, pequenos momentos na narrativa que me diziam que eu já deveria conhece-los. Não atrapalhava em nada o caminhar da história, é verdade, mas aquela sensação de que eu deveria saber mais sobre eles do que estava nas páginas foi crescendo e se confirmou. “A Outra Casa” é o sexto livro da série protagonizada por esses policias, aqui no Brasil apenas esse e o segundo da série foram publicados, uma pena. Deu uma super vontade de ler os outros livros da serie.

Tudo me lembrou um pouco da série de livros Rizzoli and Isle que adoro e toda a hora resenho aqui (Mephisto Club, The Sinner e Vanish), é essa dinâmica de policias que se conhecem e vão desvendando os casos aos poucos. Em termos narrativos Hannah é muito superior, tem uma elaboração de personagem que é primorosa, que vai envolvendo e intrigando o leitor. É um livro que dá vontade de ler mais da série, bem mais do que o que foi traduzido no Brasil.

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Um pensamento em “A Outra Casa”

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